
Esse post é um relato da última aventura de viagem com criança: viajar de ônibus sozinha com um bebê que ainda não anda.
Já fiz uma lista de dicas gerais pra viajar com criança e bebê aqui em outro post.
Semana passada meu companheiro Daniel tirou férias e foi com a Serena pra Itamambuca, litoral de São Paulo (perto de Ubatuba). Nossos amigos tinham alugado uma casa lá e, como eu não consegui tirar a semana de folga, ele foi de carro na segunda-feira com nossa filha mais velha (3 anos) e com a minha cunhada, irmã dele.
Eu fui na quinta-feira de ônibus com o bebê de 11 meses, pra uma viagem com previsão de 6 horas (Rio de janeiro – Ubatuba), que durou 7h. Saímos às 8:30 da manhã.
Vamos ao passo a passo:
- Comprei uma só passagem pelo app do Clickbus. Até a criança fazer 6 anos ela não precisa pagar passagem (veja a política de cada empresa – viajamos de util).
- Pedro, bebê de 11 meses, pode ir no colo, mas tem que retirar a passagem antes. Eu imprimi a minha em casa e a dele peguei no guichê da empresa na rodoviária logo antes de embarcar.
- Se você comprar dois assentos, pode prender a cadeirinha na cadeira do bebê na poltrona ao lado com o cinto abdominal. Se o trajeto for muito longo, vale a pena.
- Eu comprei só uma passagem, então fui com o Pedro no carregador ergobaby. Por sorte a pessoa que estava do meu lado cedeu o lugar e foi pra outro assento que estava desocupado mais pra trás.
- Assim que entramos no ônibus, dei a ele um remédio pra enjoo (digesan) e uma banana pq estava na hora do lanchinho dele.
- Ele dormiu ainda dentro da cidade (esse remédio dá um soninho).
- O ônibus só tinha uma parada para almoço, por volta das 13h em Paraty. Ele parava outras vezes, mas não podíamos sair do ônibus, era só pra pegar passageiros.
- Levei o almoço do Pedro num pote térmico e tentei dar na estrada, mas tinham muitas curvas e não deu muito certo. Dei biscoito de polvilho pra ele se acalmar até pararmos pro almoço.
- Haja biscoito de polvilho! Ele ainda mama no peito, então amamentar também ajudou na hora da fome e irritação.
- Pedro tem uma música que o faz dormir — a gente chama de “chupeta sonora”, então eu colocava bem baixinho e ele dormiu bastante na viagem.
- O banheiro foi o maior drama. Como ele ainda não fica em pé sozinho, eu teria que ir ao banheiro com ele no colo no ergobaby, o que eu acho muito difícil, ainda mais em banheiro sujo de rodoviária. A galera vai, mas eu decidi não ir e fui racionando a água pra não precisar fazer xixi até chegar no destino final.
- Deu pra trocar a fralda dele direitinho no banco do ônibus.
- Levei brinquedinhos e livrinhos pra ele se distrair e deu certo.
Essa foi a minha experiência de viajar de ônibus com bebê e, no geral, foi bem positiva!
Ficou com alguma dúvida? Me manda nos comentários!


