“Corta essa cabeça pq tá muito grande!”
“Coloca no espelho de amanhã o VT que tem a sonora do fulano, mas tem que trocar o primeiro OFF e fazer a alteração do GC.”
“Joga essa matéria de gaveta de volta pro BY e faz uma nota no TP! Depois tem que decupar aquele VT pq tem ilha hoje.”
No trabalho na TV a gente aprende muitos termos diferentes dos que estamos acostumados. Alguns termos e expressões já vêm desde a faculdade, mas outros so aprendemos na prática do audiovisual mesmo.
Segue uma listinha pra quem já quer se familiarizar.

BARRIGA
Quando um jornal ou programa de TV erra e dá uma informação incorreta. Ao contrário das ‘fake news’, a barriga não é intencional.
BY
São as pautas que só vão ao ar se sobrar tempo no programa. Elas ficam posicionadas no espelho depois do encerramento. Durante o programa, quando algumas pautas se alongam, ‘jogam’ outras pro BY.
CABEÇA
É quando o apresentador chama o VT. Já pode trazer informações ou questionamentos, mas é importante construir junto com o texto da reportagem para não ficar repetitivo.
DECUPAR
Na pós-produção, significa olhar o material que foi gravado e fazer uma transcrição das entrevistas e das imagens gravadas, marcando com o ‘time code’ (TC) pra facilitar a edição.
Na pré-produção, é quando dividimos as cenas de um roteiro em planos, para planejar a gravação.
ESPELHO
É o roteiro do telejornal ou programa de TV. Colocamos nele o texto e o que vai acontecer no estúdio, em que momento entra o VT, o link ao vivo, o telão, o GC, etc. Ele precisa ter uma linguagem unificada para que todos da equipe entendam.
GAVETA
É aquela reportagem ou pauta que pode ser usada mais pra frente, que não precisa ir ao ar agora, mas já deixamos pronta, para dar mais flexibilidade ao programa ao vivo.
Muitas vezes as matérias de gaveta ficam dias no BY (ver verbete).
GC
É o Gerador de Caracteres, ou seja, de onde saem as tarjas informativas sobre a pauta, créditos de entrevistados, QR codes e outros grafismos na sua telinha. Em geral, um editor ou roteirista escrevem e editam as tarjas e fazem essa moderação pra avisar ao operador de GC, que é quem coloca de fato as tarjas no ar.
ILHA
Pode designar a sala ou o computador com programa de edição onde o editor de imagem corta o VT.
INGESTAR
O ato de pegar o material bruto que foi gravado e disponibilizar para a edição. Em geral, o material fica na nuvem ou em um servidor geral.
NOTA PÉ
É aquela informação dada no fim da pauta, depois do VT ou da entrevista. Lida pelo apresentador, muitas vezes é uma nota enviada por partes envolvidas na história que não deram entrevista.
OFF
Narração do repórter no VT que é coberta por imagens. É chamada assim porque o repórter está “off camera”, o contrário de “on camera”, que quando vemos o repórter falando.
PASSAGEM
Dentro de um VT, é a parte em que o repórter aparece falando para a câmera. O nome “passagem” era para indicar uma passagem de tempo, ou de locação da reportagem, mas pode ter um texto que seja difícil cobrir com imagens ou uma sacada legal do repórter que tenha um conteúdo importante.
SONORA
É o trecho de uma entrevista em uma reportagem de TV ou rádio — é aquele momento em que aparece o entrevistado falando dentro do VT. Às vezes, a sonora vem isolada, logo depois do apresentador ou repórter ao vivo chamar.
TP
Teleprompter: o equipamento que joga o texto para o apresentador ler olhando direto pra câmera. Hoje tem até app pra celular.
VT
Abreviação do antigo ‘videotape’: é a reportagem de TV que foi gravada e editada previamente. Em geral, tem sonoras, OFF e passagem, mas pode variar.
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