Quando fui comemorar 15 anos de formada no mestrado em TV e documentário na Columbia University Graduate School of Journalism, participei de um evento sobre assuntos bem atuais da nossa área e um dos mais interessantes e procurados foi o da Inteligência Artificial.

Aí vão minhas percepções da palestra do Mark Hansen e Tazbia Fátima na J-School Alumni Weekend 2023.

Quem tem medo da inteligência artificial?

A inteligência artificial generativa veio para ficar. Muitos empregos vão desaparecer sim, por isso, a ideia é saber usar as ferramentas existentes com responsabilidade para reduzir danos e potencializar a nossa criatividade.

Por que o ChatGPT é uma ferramenta poderosa?

  • Cumpre tarefas por instruções de texto.
  • Tem interface intuitiva e fácil de usar.
  • O acesso é gratuito e facilmente disponível (até agora).

Mas ele também tem muitos ‘senãos’ e não podemos esquecer das…

Considerações éticas do uso da inteligência artificial:

  • Pode reforçar linguagem preconceituoso ou discurso de ódio (já que os textos compilados vêm da internet).
  • Quando ele não sabe, ele inventa.
  • Devemos verificar e validar as informações obtidas.
  • Anotadores humanos envolvidos na filtragem de texto são mal pagos.
  • Para onde vai a informação que digitamos lá?
  • Quem tem acesso mesmo e quem está se beneficiando com o uso do ChatGPT?

Agora, vamos às dicas práticas que podem ser bem úteis e agilizar nosso trabalho no dia a dia.

Tarefas de linguagem do ChatGPT:

  • Gerar resumos concisos e informativos.
  • Encontrar citações relevantes.
  • Traduzir texto em diversos idiomas.
  • Criar introduções e manchetes cativantes.
  • Produzir versões de conteúdo para diferentes públicos e canais (blog, Instagram, Tiktok, Facebook).

Tarefas de reportagem do ChatGPT:

  • A inteligência artificial é capaz de sugerir ideias de abordagens e perspectivas em cima de um release de imprensa.
  • Agilizar pesquisas de citações relevantes em textos de entrevistas e discursos transcritos.
  • Estruturar e compilar dados complexos.
  • Obter suporte em programação de código relacionada à reportagem.
  • Classificar e categorizar informações.

Ou seja, tudo que é trabalho ‘braçal’ e meio automático no computador, dá pra mandar o ChatGPT fazer. A inteligência artifical é ótima pra analizar planilhas e identificar padrões. O estilo da escrita em português ainda é bem ruinzinho. Por mais que você possa ajustar o estilo dando comandos específicos para a ferramenta, parece que tudo foi escrito pelos gurus do marketing digital e do ‘gatilho mental’ — tenho pavor dessa expressão.

Importante lembrar:

  • Valorize os profissionais envolvidos
  • Verifique a veracidade das informações
  • Ajuste o texto final para seu estilo

(Olha esse último parágrafo abaixo criado totalmente pelo ChatGPT. O que achou? 🤣 )

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Avatar de Taís Moraes

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Uma resposta a “ChatGPT no jornalismo”

  1. Avatar de Pericles Moraes
    Pericles Moraes

    Excelente. Como que se compartilha essa matéria?

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